terça-feira, 30 de agosto de 2011

Viva-me


Não preciso de mais nada agora que este
imenso amor me ilumina de dentro para fora.

Acredite em mim se puder...
Acredite em mim se quiser...
Acredite e verá que nunca acabará

Tenho desejos escritos que voam alto
Cada pensamento é independente do meu corpo

Aqui, só existe nós neste grande espaço
Céus abertos que agora
Não se fecham mais
É preciso viver daqui pra frente

Viva-me sem medo
Que seja por uma vida ou por uma hora
Não me deixe livre ou disperso...
Preencha este espaço que esteve tanto tempo em aberto.

Te peço...

Viva-me sem ter medo ou vergonha
Mesmo que tenha o mundo todo contra
Deixe a aparência e tenha bom senso
E escute o que digo aqui dentro

Assim, vire um grande quadro, exposto dentro de mim
Cubra uma parede branca um pouco cansada...

Acredite em mim se puder
Acredite porque caso contrário,
Só faria mal a mim de novo

Aqui entre as coisas que tenho
Tenho algo a mais
Que nunca tive
Preciso que viva esta sensação comigo

Você abriu em mim
A fantasia
As esperas e os dias de uma alegria iluminada
Você me pegou
Você é o comando
Me mude e depois me coloque a tua ideia

Viva comigo sem medo
Mesmo se o mundo está todo contra
Esqueça as aparências e pegue o sentido
E escute o que tenho aqui dentro.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Amor e Guerra


Qual o significado de lutar?
Muitos lutam por espaço, por crença, por imposição...
Mas qual é o real valor da superação? Qual o reconhecimento disso tudo?
O meu caminho anda tão cheio de batalhas que mal consigo me levantar, a cada dia, a cada momento minha mente cria novas missões de lutas, buscas e apreensões, resgate de mim mesmo na batalha contra tudo e contra todos...

Dos confrontos que já enfrentei, o mais duro de todos, sem dúvidas se dá quando o teu inimigo passa a ser teu próprio coração. Ele age silencioso, te engana e faz se confundir com dúvidas enquanto trabalha baixinho, sem causar espanto nem dor... Dor essa que vc só sente quando ele enfim resolve de vez atacar.
Assim, te pega desprevenido, sem armas, sem força alguma de reação ou defesa. E você se vê refém de ninguém, refém de sí mesmo e do que sente sem mesmo querer ou poder sentir...

Mas o coração é um inimigo impiedoso, te coloca a prova dos teus limites, provando que as barreiras e valores criados pela mente estarão sempre em vão quando equiparados aos sentimentos.

Sabe quando os defeitos de quem mora em seus olhos deixam de ser defeitos?
Em outras pessoas poderiam até ser, em outros casos, outros momentos,
mas não dessa vez...
Os defeitos não passam a ser qualidades, mas também passam a ser aceitáveis, talvés se classifica como um charme pessoal, algo que encanta o que nunca antes encantou.
Surge então um interesse de se descobrir quem a pessoa é, o que ela faz e com quem anda, seu modo de ser e de agir... E acredite, quanto mais os valores dela serem contrários aos seus, diferente de seus padrões de pensamento, mas facínio ela causará sobre você.

Sem saber ainda o que sente tentará de tudo para corrigi-la, transforma-la em algo que se encaixe em seus padrões... Mas desista, ela nunca mudará... Não por você em sí, mas porque não existe mudança, não quando se trata de mudar por amor.
Indignado e revoltado por não entender o porque dela agir assim, você passa a se sentir mais confuso e ainda pior... Começa a lhe pesar a derrota de não conseguir a imposição sobre o outro, de repente vê-se numa guerra praticamente perdida e sem rumo.

Chega a hora de se enfrentar o coração, pois é nesse momento que você descobre o que realmente esta se passando por dentro. Esqueça a luta, a guerra, as imposições e todo e qualquer tipo de controle que você tentou obter até agora. De nada adianta.
A discórdia entre razão e emoção está no alge da cruzada e é impossível saber de quem será a vitória. Seria a razão feita de sentidos ou a emoção criada em sentimentos?

Enquanto cavalarias contrárias, guerreiam tentando a conquista de territórios, você se surpreende no quarto a meia luz, com apenas o alaranjado dos abajures clareando, enquanto aquele cd de jazz perdido volta novamente a tocar...